MASQUETE MASCULINO DECADA DE 90

 




Fonte: Foto gentilmente cedida pelo Luiz Antonio (Russo)
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Jogadores da campanha de 1991
Pedrinho,Boletinha, PC, Sartori, Paulo Couto, Mão, 
Marcelão Paulista, Aloisio, Marcão Aurélio, Leo Alves
Robert Mukes, Derrick Baker Tecnico: Alberto Bial
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Basquete assegura sua classificação 

Depois do sério trabalho realizado por toda a equipe responsável pelo basquete do clube, finalmente o Botafogo entrou para a Liga Nacional da primeira divisão. A seletiva, realizada desde janeiro, foi considerada a mais disputada dos últimos anos e, de cada chave, só dois times entraram. Depois do titulo de campeão carioca que a equipe conquistou frente ao Flamengo, o Botafogo veio empolgado e assegurou o direito de participar da Liga. A primeira partida do Botafogo, único time carioca na competição, foi contra o Moto City/Ginástico. Nessa partida, o destaque foi o norte-americano Derrik. Segundo Bial, técnico do Botafogo "o que esse time tem de excelente é a união. Todos são amigos”. No segundo jogo, o Botafogo entrou displicente e perdeu, por três pontos, para o BMG/Minas. O terceiro e último jogo no Rio foi contra o Jóquei Clube de Goiás que chegou a assustar no começo, mas não demorou a mostrar sua fragilidade. O Botafogo venceu com uma diferença de 21 pontos e assegurou o terceiro lugar, até agora em sua chave. Nessa partida, a surpresa foi a entrada de Leo, jogador do infanto, que desequilibrou e mostrou ter um grande futuro  pela frente.

Investir para ser campeão

Desde a era Mourisco, à nova sede social do Botafogo, o basquete passou a ser o primeiro esporte depois do futebol. E o único clube carioca campeão brasileiro — em 1967, na final contra o Corínthians — e sul-americano. Nos anos 70, durante uma crise que atingiu todas as modalidades, o basquete não ganhou nenhum título, para frustrados torcedores. Os anos 80 vieram e, junto, uma nova mentalidade. Tudo começou a ser encarado de forma mais séria e o basquete voltou aos títulos. Em 82, o Botafogo foi campeão juvenil. Mesmo assim, os anos negros pareciam não querer ir embora e, com a falta de estrutura, o clube não conseguiu manter esse time. Em 85, a idéia era acabar com a Primeira Divisão. Aurélio Tomazine, campeão de 68, liderou um grupo de ex-atletas e, com patrocínio, conseguiu manter o Botafogo na eterna luta por um bom time, mas só foi vice-campeão. Em 90, depois de eleito presidente do clube, Emil Pinheiro resolveu reestruturar a parte técnica e administrativa do basquete. Trouxe Tude Sobrinho, ex-campeão como técnico, pelo Fluminense. Os dias de glória voltaram. Foram campeões infanto-juvenil e, depois de 23 anos, conquistaram o Campeonato Carioca da Primeira Divisão. Com um placar de 79 x 74, o Flamengo foi a vítima. Num jogo inesquecível, a presença de Sartori foi fundamental. Ele veio sem ganhar nada para colaborar com a equipe. O time: Paulo Cesar, Boleta, Paulo Couto, Aloísio, Pedrinho, Mão, Baker e Roberto Bial comandou com seu talento e liderança.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Jornal Folha do Esporte de 09 de setembro de 1993
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A Resistência Vence

O trabalho realizado pelos Desportos Terrestres do BOTAFOGO caracteriza-se principalmente por um espírito de luta muito grande.
A volta da Sede para General Severiano teve como conseqüência imediata a extinção do ginásio que funcionava na Sede do Mourisco-Pasteur. Conclusão: os Desportos Terrestres ficaram desalojados, sem lugar próprio para treinamento e, conseqüentemente, sem direito a mando de campo.
Pode-se imaginar as imensas dificuldades enfrentadas por dirigentes e atletas para desenvolver suas atividades em grupo. Não houve abatimento, entretanto. Pelo contrário, a fibra do pessoal aumentou com a consciência de que naquele momento, cerceados por limitações passageiras, os Desportos Terrestres do BOTAFOGO careciam de apoio. Assim, com cada membro da equipe dando sua cota de sacrifício, o BOTAFOGO conseguiu cumprir todos os seus compromissos, e os resultados foram satisfatórios.
Em 1994, os dirigentes dos Desportos Terrestres saíram em campo, atrás de quadras e de patrocínios. Junto com os atletas e outros colaboradores, puseram a mão na massa, ajudando na construção das quadras poliesportivas, que estão funcionando sob a piscina do Mourisco-Mar.

BASQUETE

Na categoria infanto, o BOTAFOGO chegou ao play-off, ficando em terceiro lugar. O destaque foi o jogador Arnaldo de Souza, o Arnaldinho.
  O Basquete Juvenil masculino obteve o quinto lugar no Campeonato Estadual. O maior destaque da equipe foi o pivô Rogério de Almeida, o Big (2,30 m).
A empresa de estacionamentos PATROPI patrocina o Basquete e o Voleibol mirim masculino do BOTAFOGO desde a segunda fase do Campeonato Estadual do ano passado. O patrocínio foi prospectado pelo Diretor Luiz Antonio R. Leite, das categorias adultos e juvenis.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial do Botafogo no 246 de jan/fev/mar 1995
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BASQUETE

Na categoria infanto, o BOTAFOGO chegou ao play-off, ficando em terceiro lugar. O destaque foi o jogador Arnaldo de Souza, o Arnaldinho.
O Basquete Juvenil masculino obteve o quinto lugar no Campeonato Estadual. O maior destaque da equipe foi o pivô Rogério de Almeida, o Big (2,30 m).
A empresa de estacionamentos PATROPI patrocina o Basquete e o Voleibol mirim masculino do BOTAFOGO desde a segunda fase do CampeonatoEstadual do ano passado. O patrocínio foi prospectado pelo Diretor Luiz Antonio R. Leite, das categorias adultos e juvenis.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial do BFR no 246 jan fev mar 1995
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As categorias infantil, infanto-juvenil e juvenil da equipe masculina de basquete já estão disputando o Campeonato Estadual de 95. Nos dois primeiros jogos da temporada o BOTAFOGO, cravou duas vitórias: uma no juvenil e outra no infanto-juvenil. O diretor de basquete do BOTAFOGO, Luiz Antonio Rodrigues Leite destaca a atuação do ala angolano K'ue Alberto, do juvenil, que considera "uma revelação" e aposta no armador e capitão Mateus Silva e Oliveira, que marcou 49 pontos na estréia da equipe no campeonato contra o Realengo.
Para reforçar o time juvenil, o  BOTAFOGO  vai buscar em Friburgo o ala armador André Luiz Costa de Figueiredo. Já o infanto-juvenil, que foi o quarto colocado no estadual de 94, também promete  fazer bonito este ano e conta com uma das grandes promessas do basquete nacional, o ala armador Arnaldo de Sousa Moreira Filho, que foi o cestinha do campeonato estadual de 1994, tanto de dois como três pontos.
Na categoria adulto, o  BOTAFOGO  estuda a possibilidade  de disputar  o  campeonato e está tentando  junto à PEPSI-COLA buscar outros patrocinadores para pôr em campo o time alvinegro. A equipe já está sendo formada e vai participar da Taça KANELA que é uma pré temporada para o estadual, nos dias 28, 29 e 30 de junho.
Para os que querem aprender basquete, a escolinha funciona no Mourisco-Mar, com horários às terças, quintas e sextas-feiras, pela manhã, de 8 às 11 horas, com o professor Rodrigo; e de 15 às 16 horas (masculino), com o professor Roberto.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial do BFR nº 247 de 1995
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BASQUETE MASCULINO E FEMININO TRAZEM TÍTULOS PARA O BOTAFOGO 

O basquete do BOTAFOGO vai bem, obrigado. Tanto o feminino quanto o masculino vêm conquistando títulos importantes dentro do Rio de Janeiro. 

MASCULINO CONQUISTA TÍTULO EM FINAL DRAMÁTICO 
Já a equipe adulta masculina venceu a Taça Kanela, competição disputada entre os times colocados entre o sexto e o décimo segundo lugares no último Campeonato Estadual. Parece pouco, mas realmente não é. O BOTAFOGO disputou o troféu com equipes muito mais experientes e melhor preparadas. Vale lembrar que os atletas alvinegros (assim como no feminino) não tem sequer quadra para treinar, já que as obras no ginásio de General Severiano ainda estão sendo concluídas. Dessa forma, valoriza-se muito mais o trabalho dos jogadores, do excelente técnico Vicente Lima, da Comissão Técnica, formada pelo Assistente Técnico Benício Santiago, o preparador físico Erik Cardoso e pele, polivalente Berardo, e do diretor de Basquete Masculino Luiz Antônio Rodrigues Leite. O empenho e dedicação deles vale muito mais do que qualquer troféu, pois sempre superaram com garra e competência quaisquer obstáculos, tudo sempre em nome do clube. Além de tudo isso, o BOTAFOGO iniciou o torneio jogando com um time juvenil, formado pela base da equipe campeã estadual da categoria, em 1995, conquistando excelentes resultados, endurecendo todas as partidas e vencendo espetacularmente algumas delas como, por exemplo, a contra o Vasco, em São Januário. Aliás, o citado título juvenil, conquistado em dezembro do ano passado, em final contra o Grajaú Country, foi tão importante e memorável quanto o do adulto, pois as dificuldades da campanha foram as mesmas (falta de quadra, etc.), sendo novamente comprovados a competência e talento dessa nova geração de jogadores. A final da Taça Kanela foi realizada contra o Olaria, no ginásio deste, e foi marcada pelo tumulto e pela emoção. Houve diretor do Olaria invadindo quadra, pressão sobre a arbitragem, porém, não houve jeito. A equipe alvinegra, liderada pelo armador Pezinho e pelo promissor Arnaldo, venceu por 89 a 86. A equipe olariense ainda perdeu um arremesso de três pontos no último segundo. Foi um título sofrido, bem ao gosto dos botafoguenses. Os campeões: Pezinho (24), Arnaldo (28), Mão (16), Roberto (15) e Carlão (4). Jogaram, ainda, os juvenis André (2) e O'Neal. O resto do grupo da final, tão importante durante a campanha, foi formado por juvenis (j) e infanto-juvenis (ij): Matheus (ij), Kuenha (ij), Maurício (j), Somália (j) e Arthur (ij). 

ARNALDO E REGINA: UM CASAL CAMPEÃO 

A competência dentro de quadra, a coincidência de posição e o fato de ambos terem sido campeões pelo BOTAFOGO num curto espaço de tempo já serviriam para identificá-los num mesmo grupo de afinidades. Porém, é fora das quadras que Arnaldo e Regina Joppert mas se assemelham e se entendem. O armador/ala, maior revelação do alvinegro nos últimos tempos, e a bonita armadora da equipe feminina são namorados há dois anos, desde que se conheceram dentro do próprio clube. Quando um vai para a quadra sabe que o outro está por perto, na arquibancada, para dividir alegrias e tristezas, formando um belo e harmonioso quadro de amor em preto-e-branco. 

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 150 de 1996
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Time campeão taça kanela de 1998
Ricardo, Marcelão, Léo, Somália, Matheus, Mão, PC, Arnaldo, Arthur, Johnny, Maurição, Camilo e Manteiga




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BOTAFOGO RECUPERA PRESTÍGIO E CONQUISTA O RESPEITO DAS MELHORES EQUIPES DO BRASIL


Depois de nove anos, o BOTAFOGO recuperou o seu lugar entre os melhores times do Brasil, classificando-se para disputar o X CAMPEONATO BRASILEIRO DE BASQUETE. Sob o comando do técnico Aloysio Ribeiro, a equipe do BOTAFOGO surpreendeu adversários de alto nível, com um basquete alegre, ousado e raçudo.

Segundo o Vice-Presidente de D e s p o r t o s Terrestres do BOTAFOGO Dr. Raimundo Gross, este é um dos momentos mais promissores do basquetebol alvinegro.

“Este time me lembra muito aquele que conquistou o bi-campeonato estadual em 67/68; é um time jovem e impetuoso, onde todos os jogadores têm vontade de ganhar. O nosso técnico, Aloysio Ribeiro, faz um trabalho certo, parecido com o do Tude Sobrinho, campeão de 67", compara.




Para ele, o time é forte, ainda mais corn o reforço do George Byrd, um americano de 23 anos, que jogava na Universidade de Virginia.

Em seu último ano à frente dos Desportos Terrestres, Gross faz um apelo para que o seu sucessor dê continuidade ao trabalho:

- Temos perspectivas de sermos campeões no ano 2000. Torço para que os novos dirigentes tenham forças para manter o time e a comissão técnica.


O trabalho desenvolvido no Basquetebol adulto repercute em todo o Brasil, estimulando novas gerações de atletas, aumentando o fluxo de crianças às escolinhas e empolgando osjogadores das divisões do hasc do Clube.
Para Gross, um grupo de profissionais e colaboradores de alto nível atua no Clube.

- São pessoas que trabalhasn com afinco e amor ao BOTAFOGO. Agradeço o Silvio, o Boleta, Luizinho, o Menezes, o Paulinho, o Russo, o Berardo e todos aqueles que de alguma forma participam do trabalho desenvolvido em nosso Departamento. Em especial, sou grato ao Dr. Luiz Octávio (VP Adminisnativo-Financeiro), uma das melhores cabeças pensantes do BOTAFOGO, por todo o apoio.
Ele é um homem que valoriza o esporte amador, principalmente o Basquete, defini Gross.

Médico Traumo-ortopedista, Raimundo Gross anuncia "mais uma conquista do BOTAFOGO":

- Trouxemos para o BOTAFOGO, um médico ortopedista (do Grupo de Joelho), que faz medicina esportiva. E o Dr. Alfredo Villard que vem desenvolver um trabalho cientifico referente à  melhoria de massa muscular e à prevenção para o uso de medicamentos, drogas e alimentação impróprias ao dopping. Muitas vezes o atleta, inadvertidamente, usa uma substância que dá resultado positivo no exame, e ele é punido por desínfonnação. É preciso prevenir, porque depois que se perde uma medalha por doppíng não há remédio. O Dr. Villard é medico do Hospital de Tramauto-ortopedia, do Ministério da Saúde, referencia em ortopedia, o melhor do Brasil, e vem dar uma importante colaboração aos quadros do Departamento de Desportos Terrestres.

Silvio Peixoto Diretor Geral de Basquete
Técnico Aloysio Ribeiro

O basquetebol é um jogo em que a probabilidade de favoritismo é grande, considerando-se o nível técnico dos jogadores. Partindo desse princípio, Gross sugere ao Presidente da Confederação Brasileira de Basquetebol, Gerasime Nocolas Bozikis, mais conhecido como Grego, o seguinte:

- Minha idéia é que a CBB, através de patrocínio, levante recursos para contratar atletas na faixa de 31 anos e os distribua entre os clubes, para que o campeonato do ano 2000 se torne mais competitivo, evitando que clubes mais endinheirados monopolizem os melhores atletas.


Carioca, 53 anos, 34 de BOTAFOGO, ex-atleta do BOTAFOGO, Campeão Brasileiro de Basquete de em 67, Bi-Campeão Estadual de 66/67 e Tri-Campeão Brasileiro Juvenil 63/64/65, o Dr. Raimundo Gross é Sócio Emérito e Benemérito do BOTAFOGO.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial do BFR no 254 de 1999
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Sob o comando do técnico Aloysio Ribeiro, o BOTAFOGO teve a felicidade de atingir todas as suas metas. Conquistou a Taça Kanella e a conseqüente vaga para disputar o Campeonato Estadual (meta 1), onde classificou-se em terceiro lugar, posição que lhe garantiu participação no Campeonato Brasileiro(meta 2). Nesta competição o objetivo era chegar entre os oito times primeiros colocados. E o BOTAFOGO, que há nove anos não disputava o Campeonato Brasileiro de Basquete, ficou com o 8° lugar (meta 3).

- O fundamental para o sucesso do trabalho foi o BOTAFOGO ter me dado autonomia para escolher a equipe, diz Aloysio Ribeiro.

O técnico destaca ainda outro fator importante, o conhecimento e o tempo de convívio que tem com os atletas. De todo o grupo, apenas três jogadores não haviam convivido com ele, os outros são conhecidos há muito tempo, da época de jogador ou mais recentemente, por já terem sido treinados por ele. Aloysio foi o capitão do time do BOTAFOGO CAMPEÃO ESTADUAL DE 91, título que
BOTAFOGO não conquistava havia 23 anos. Léo, PC, Mão e Boleta também jogaram naquela equipe. 

A característica principal do técnico Aloysio é o seu estilo amigo, tipo “paizão”.

Às vezes, parece um irmão mais velho, ouve os jogadores e administra as crises com auxílio deles. Está sempre junto. Por isso, o clima é o melhor possível entre a Comissão Técnica e os jogadores. Há muita brincadeira, descontração, mas também há cobrança e profissionalismo. O técnico do BOTAFOGO confessa que se fosse dirigir um clube com jogadores mais velhos e desconhecidos "não seria possível realizar um trabalho tão bom".

Ao longo dos anos, Aloysio incorporou a linguagem e a vontade dos jogadores.
Ele afirma que aplica os treinamentos que gostaria que lhe fossem aplicados.

“A gente também faz exercícios chatos, mas normalmente o treino é quase todo um jogo. Assim, o time joga muito solto, alegre. Cada um sabe a sua condição e o que fazer. De vez em quando, há um certo exagero, que coíbo. Na maior parte do tempo, deixo o jogo correr à vontade, principalmente na parte ofensiva. Cobro muito da defesa, porque é trabalhando bem esse setor que a gente ganha os jogos".

Para o técnico, o caráter dos jogadores é excelente:

- Cada um tem a sua mania. Um é chatinho, outro, nervosinho. Mas são todos garotos de caráter e amigos entre si. Já tivemos muitas brigas no time, exatamente porque há um espírito de equipe. A gente faz autocrítica. Há divergências e sempre conseguimos administrar isto, porque aqui só tem gente boa. Há muita amizade, e isso é o fundamental."

Aloysio tem um estilo light de trabalhar: - Brinco com os jogadores porque eles são meus amigos e têm responsabilidade. Nosso trabalho é sério, profissional. Durante o Campeonato Brasileiro, treinávamos muito forte, diariamente, de manhã e à noite. Nossa atividade era intensa porque nesta competição não havia time fraco nem jogo fácil. . Com empenho e seriedade, chegamos entre os oito primeiros colocados. Essa era a meta  Em toda a competição o BOTAFOGO fez jogo duro com grandes adversários. “Não perdemos nenhum jogo, no tempo regulamentar, por uma diferença maior que seis pontos”, diz o técnico.

Para Aloysio Ribeiro, que viveu os tempos de ouro do ginásio do Mourisco-Pasteur, a torcida ajudou muito o time:

- Aqui a torcida foi demais. Ela compareceu e ajudou a gente a conseguir vitórias importantes. Graças a participação da torcida, revivemos os bons tempos do basquete do BOTAFOGO, com ginásio lotado e muita vibração. Se nos classificamos entre os oito melhores do Brasil, a participação da torcida foi
fundamental para isto. O time do BOTAFOGO é raçudo. Com a pressão da torcida, os nossos jogadores se superavam. No jogo Contra o Franca, a torcida parou o time e vencemos uma partida difícil. Por outro lado, jogando fora, contra o Uberlândia, diante de uma torcida contra de mais de 4.000 pessoas, nosso time, como é característico do BOTAFOGO, cresceu na adversidade e venceu.

O importante agora e que a torcida continue comparecendo aos jogos, inclusive aos das categorias de base. Assim, o torcedor se manterá informado sobre o trabalho desenvolvido para que o BOTAFOGO se mantenha entre as melhores equipes de basquetebol brasileiro.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista Oficial do BFR no 254 de 1999
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Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 8 fevereiro dc 1999
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Sílvio Peixoto: “Vamos colher os frutos do trabalho”

Silvio Peixoto é um entusiasta do esporte, um apaixonado pelo BOTAFOGO. Sem nunca ter sido atleta, foi sempre um grande torcedor. Saiu das arquibancadas para atuar, abnegadamente, como dirigente do basquetebol alvinegro.

Diretor do Basquete Feminino, conquistou títulos importantes "numa época em que não tínhamos sede nem ginásio”. Atualmente, como Diretor Geral de Basquete do BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS, Sílvio Peixoto sente-se feliz e "extremamente recompensado pelo trabalho desenvolvido por todo o nosso grupo".

REVISTA DO BOTAFOGO - Como o sr avalia o atual momento do basquetebol botafoguense?

SILVIO PEIXOTO - A participação do BOTAFOGO na Liga Nacional foi boa. Os resultados ocorreram exatamente de acordo com os nossos planejamentos e projeções. Conseguimos montar um time competitivo e, apesar da surpresa que causamos aí fora, não nos surpreendemos com os resultados. Poderíamos ter resultados de quadra até melhores do que os ocorridos, mas isso faz pane do aprendizado, mesmo porque o BOTAFOGO enfrentou algumas escolas que já têm mais experiência.

RB - O senhor considera que o BOTAFOGO enfrentou todos os seus adversários dignamente?

SP - Exatamente. O BOTAFOGO enfrentou os seus adversários de igual para igual, seja aqui em General Severiano ou fora. O nosso time já pode ser considerado como uma das equipes do grupo de elite, grupo de ponta do basquetebol brasileiro. A competição foi muito equilibrada. Temos hoje, no Brasil, seis a oito equipes que se equivalem tecnicamente; o que as diferencia são detalhes e experiência. Mas o BOTAFOGO está aí mesmo, e veio para ficar. Fez papel bonito na Liga. No ano que vem, vamos almejar classificações ainda melhores.

RB - E o basquetebol feminino?

SP - O basquetebol feminino chegou de surpresa, de uma hora para outra, mas as meninas se identificaram com o Clube. O BOTAFOGO esteve bem representado em quadra. Foi uma pena que não tivéssemos o tempo ideal para poder dar um pouquinho mais de estrutura. Os resultados do feminino também estiveram dentro das expectativas.

RB - Durante o Campeonato Brasileiro, foram publicadas notas na imprensa sugerindo a substituição de Aloysio Ribeiro por um ex-técnico do Vasco. O que o senhor tem a falar sobre isto?

SP - Essas notas não partiram do BOTAFOGO porque consideramos o trabalho do Aloysio um dos mais profícuos do basquete no Brasil. Ele se encaixou perfeitamente na filosofia de trabalho que o Clube implantou. Aloysio é um líder dentro da Comissão Técnica. E uma cabeça botafoguense, a pessoa ideal para trabalhar com esse grupo, que ele mesmo formou. Ele acreditou nos nomes que apontou e o BOTAFOGO correu atrás, procurando atende-lo em pelo menos 90% das suas indicações. O aproveitamento do técnico Aloysio é 100%. Desejávamos ganhar a Taça Kanela para disputarmos o Estadual, e ganhamos; precisávamos ficar em terceiro lugar para entrarmos na Liga, e conseguimos. No Brasileiro, precisávamos nos classificar entre os oito primeiros colocados, para irmos aos play-offs, e nos classificamos. Tudo isto, com um time de custo baixo. Essa foi a grande diferença do BOTAFOGO para os times que ficaram na nossa frente: o volume de investimentos.

RB - Em termos de escala, o que significa esta diferença?

SP - De um para dois, no começo do campeonato da liga , e de um para três, no final. Pelo que vimos, sabemos que os grandes adversários gastaram cerca de 200% a mais que o BOTAFOGO.

RB - Para concluir o assunto Aloysio, a substituição dele chegou a ser cogitado pela Diretoria do BOTAFOGO?

SP - Claro que não. Isso foi uma surpresa. Ficamos perguntando um para o outro “foi você?', "foi você?” e a pergunta voltava. Chegamos à conclusão de que tudo aquilo foi inventado. Mas em momento algum Aloysio esteve abalado. Pelo contrário. Seria uma grande injustiça, uma ingratidão. O Aloysio está muito bem aqui. O resultado dele eu vou dizer de novo: 100%.

RB - E da Administração José Luiz Rolim, o basquete vem encontrando apoio?

SP - Mais do que apoio, interesse. No início da Administração do Presidente Rolim, podemos dizer assim, as atividades de basquetebol do BOTAFOGO estavam em compasso de espera. Havíamos passado dificuldades seriíssimas de 93 até 96. Veio a inauguração do Complexo Social e Esportivo, depois a do Ginásio. Então, surgiu aquele entusiasmo de resgatar a tradição dos esportes terrestres do Clube, e o Presidente Rolim foi sensível. O Vice-Presidente Administrativo-Financeiro, Luiz Octávio Vieira, que acompanhou o antigo basquetebol do BOTAFOGO, sentiu que era necessário investir no esporte amador, principalmente no basquete. Começamos a trabalhar de uma maneira bem franciscana, com disposição espartana, mas os resultados sempre estiveram acima da logística.

RB - E a torcida do BOTAFOGO voltou aos ginásios?

SP - O torcedor tem sido espetacular. A torcida do BOTAFOGO soma com o time. E interessante como os torcedores tem influência nos jogos aqui dentro (no Ginásio do BOTAFOGO). O basquete é um jogo estressante mesmo e há momentos em que as forças caem, nessas horas é que a torcida precisa ter urna reserva de estímulo para passar ao time.

RB - O que é preciso para que o basquete do BOTAFOGO continue se aprimorando?

SP - Paciência e compreensão. Temos de cuidar do que já está plantado. Tenho certeza, se continuarmos investindo e trabalhando, vamos ter muitas surpresas, surpresas para quem está de fora, para nós não. Vamos colher os frutos do nosso trabalho, com os títulos esperados.

RB - Qual é a sua filosofia de vida?

SP - A vida sabe naquilo que ela aposta, e as coisas acontecem...

RB - E o sr. aposta no BOTAFOGO?

SP - Sim, sempre apostei no BOTAFOGO. Nunca tive nenhuma dúvida quanto a sua capacidade de superação. Essa é uma das palavras que eu gosto: superação.

RB-O chegou a comandar o Botafogo no momento em que não tinha quadra para treinar?

SP- Sim, tive a felicidade de dirigir 0 BOTAFOGO no pior momento patrimonial de sua história. Foi exatamente naquele período, em que eu dirigia o - basquetebol feminino. Não havia quadra, não havia ginásio e não havia sede. Havia apenas amor pelo Clube, amor pelo esporte. Naquele tempo difícil, a turma andou por aí, como se vivêssemos uma diáspora, sem pátria, treinando em ginásios e quadras emprestadas. Foi, entretanto, um período heróico, grandioso, glorioso, em que o BOTAFOGO ganhou títulos importantes no basquetebol feminino três troféus Eugênia Borer adulto, um Estadual Adulto e uma Eugênia Borer Juvenil). Quando o time não tinha a felicidade de levantar o título, éramos vice-campeões. Temos aí sete troféus: quatro de campeões e três de vice- campeões, exatamente naquele período, entre o fial de 93 e o início de 97. O  basquete feminino adulto teve a honra de ser o primeiro time do BOTAFOGO campeão, após a inauguração do Complexo do Social e Esportivo de General Severiano. O Complexo foi inaugurado em 8 de dezembro de 95 e o basquete feminino foi Campeão Estadual em 9 de dezembro, ou seja, no dia seguinte.

RB - O que é o BOTAFOGO para o sr.?

SP - O BOTAFOGO é parte de mim e de todos aqueles que estão aqui, lutando, dando, às vezes, o seu suor e o seu sacrifício.

RB - O sr. vem ao Clube todos os dias, mas vive o BOTAFOGO o tempo inteiro, não é?

SP - Sim, e o jeito... No trabalho, em casa e até dormindo, quando sonho.

RB - As categorias de base do basquetebol botafoguense são promissoras?

SP - General Severiano começou a dar frutos. Agora o meio do basquetebol conhece o BOTAFOGO, conhece as pessoas que estão trabalhando aqui, agora conhece o time adulto. O BOTAFOGO, como era de se esperar, tem sido muito procurado por atletas de outros clubes, de outros centros e de outros estados, com o interesse de se transferir. Tenho certeza: os resultados das categorias de base vão melhorar muito este ano. E o Boleta quem está dirigindo, tecnicamente, as categorias de base, fazendo um trabalho muito bacana, um trabalho em silêncio, discreto, mas, que, tenho certeza, este ano dará melhores resultados do que os de 98, que já foram melhores do que os de 97, que já foram melhores que os de 96. A base tem evoluído bem à medida que estamos recuperando a nossa imagem, a nossa identidade e a nossa credibilidade. Em breve os troféus das categorias de base do basquetebol estarão reclamando espaço nas estantes do Clube.

RB - Então, entraremos com força total no ano 2000?

SP - Sim, com muito trabalho. Esperamos que no ano 2000 possamos colher os frutos do que plantamos no ano passado.

RB - O sr. se sente realizado no basquete?

SP -  Extremamente recompensado, gratificado, totalmente, amplamente. Sou a típica alegria, e isso é um negócio difícil. Vejo algumas pessoas no meio que carregam alguma dose de amargura, ressentimento. Eu, graças a Deus, até hoje, fiz muitos .amigos no BOTAFOGO e em outras agremiações, nas entidades da classe, nas federações e na confederação. Minha experiência tem sido muito gratificante. Não sou uma pessoa que veio do esporte, nunca fui atleta, mas sempre fui um torcedor de basquetebol, torcedor mesmo, de acompanhar as grandes equipes e a Seleção Brasileira.

Tive a satisfação de ver o BOTAFOGO ganhar o Tri-Campeonato Estadual, em cima do Vasco, na final de 68. Houve um duelo incrível e a torcida do BOTAFOGO saiu vitoriosa, fazendo um carnaval na chuva. Outro momento incrível, foi a conquista do Campeonato Brasileiro de 67; com a participação do
nosso Vice-Presidente, e amigo, Raimundo Gross, que fez a cesta da vitória, no jogo dramático contra o Corinthians, no Municipal.  Foi uma final emocionante: o Gross marcou a cesta e nos colocou dois pontos à frente, houve uma falta, com dois lances livres para o Corinthians, com o cronômetro gerado. Se eu não me engano, foi o Amaury que arremessou:atirou o primeiro lance e deu aro, a torcida invadiu a quadra. Isso faz mais de 30 anos. Um momento inesquecível, de muito orgulho e alegria.

RB - O basquetebol ganha, cada vez mais, visibilidade...

SP - Mídia é o seguinte: se houver sucesso, através de investimento, com certeza, haverá notícia. Esse trabalho é feito pela CBB, pela Federação e pelo BOTAFOGO, no seu esforço de ganhar espaço. Se fôssemos medir a centirnetragem dedicada ao basquete do BOTAFOGO, desde de 97, teríamos em espaço, um valor, pelo menos, seis vezes superior ao investimento do BOTAFOGO no time. Clube de esportes no Rio de Janeiro não é uma entidade com fins lucrativos. O lucro é a fama, o resultado, isso o BOTAFOGO tem tido. Qual é o resultado? E trabalhar bem, ser notado, ser elogiado, ser considerado e, a partir de agora, RESPEITADO. O que conquistamos, com o nosso trabalho foi o respeito. Daí virão as outras coisas. A marca “BOTAFOGO” é fortíssima. Bem explorada, pode nos dar muitos frutos; e um grande nome, um nome que tem carisma Eu não sei se é uma conjunção de nome, cor e símbolo, mas é algo que me parece indestrutível. Passar por dificuldades e continuar brilhando, fazendo adversários poderosos se curvarem,...Só o BOTAFOGO mesmo ! 

RB - Você  tem uma filha que foi atleta do clube?

SP - Sim, minha filha Ludmila, atualmente com 20 anos. Ela plantou uma semente junto com outras meninas guerreiras  que fizeram  belo basquetebol e nos deram muitas  alegrias num período difícil. Em troca, como as demais "atletas, levou a formação, a disciplina e os companheiros; aprendeu lições importantes numa instituição como o BOTAFOGO, lições que lhe servirão para o resto. da vida.

 - O BOTAFOGO pode ser tão importante assim na formação das pessoas?

PS -Evidentemente.  Aqui a pessoa se forma moral, social e psicologicamente, quando bem aplicado  por pessoas experientes, profissionais gabaritados, como os que a gente tem aqui no Clube - o esporte pode produzir resultados impressionantes em termos pessoais e para a sociedade. Se eles (os atletas) fossem pagar por isso, teriam de desembolsar um valor equivalente ao de uma universidade paga ou de um curso de pós-graduação, o custo seria altíssimo. ..

RB - E o que o BOTAFOGO pede de seus atletas em retribuição?

SP - Suor... e que eles dignifiquem a sua camisa do BOTAFOGO. O que o Clube quer o suor, o respeito, a dignidade e o amor à camisa alvinegra. Em troca, leva-se para o resto da vida o aprendizado, todo o ensinamento.

RB - O senhor tem algo a declarar?

SP - Sim. Quero agradecer o espaço. E um prazer e uma honra deixar este registro na REVISTA DO BOTAFOGO  DE FUTEBOL E REGATAS.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Revista do BFR 254 de 1999
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